Premissas
Um amigo meu desde sempre teimou que "sozinho seria capaz de basicamente tudo". E desde sempre discordei desta premissa.
De facto, à partida somos capazes de basicamente tudo, mas não sozinhos. Não existimos isolados. A contaminação é, a meu ver, inevitável e não a entendo como sufocante ou limitadora. Entendo-a como parte integrante do nosso caminho, influente (quer no bom quer no mau sentido, como motor de aprendizagem e experiência de vida), como algo que acaba por nos pertencer. Acho que chegamos a um ponto em que podemos/devemos olhar de forma menos medricas para as coisas que corre(ra)m mal, deixar de as encafuar numa caixa de Pandora ou ter vergonha.
Se formos a ver, é o dinamismo o princípio base da vida, não a estática. Não somos estanques e estamos simplesmente a desperdiçar tempo ao tentar sê-lo.
Após longos meses de espada em punho, sinto-me em paz. Sensação boa essa :) Quando a poeira assentou, reparei que, pelo menos, na minha cabeça, tinha encaixado os pontos nos is - e isso basta-me para perceber que este ano será diferente. Tenho vontade de abrandar, não para deixar de fazer coisas, simplesmente para aproveitar e apreciar mais as coisas que faço, apreciar as pessoas que, não podendo carregar os meus problemas, me levaram nas palminhas, muitas vezes sem darem conta sequer - e quando assim é, é impossível não ser optimista ;)

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